O desemprego dos professores do ensino secundário e superior cresceu 136% no espaço de um ano. Por sua vez, entre os profissionais do nível intermédio de ensino o desemprego sofreu um agravamento de 56%, revelam os dados divulgados este mês pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). A perda de trabalho entre os profissionais do ensino, em que o Estado é a principal entidade empregadora, atinge valores que não têm paralelo em qualquer outro grupo de profissões. No conjunto das diferentes áreas laborais, o desemprego cresceu 20%, entre Abril de 2011 e Abril deste ano. Nas contas do IEFP, Portugal passou de 517 mil desempregados em 2011 para 623 mil em Abril último. Na área da Educação, os desempregados praticamente duplicaram, passando de 6187 para 12 071.
As elevadas taxas de desemprego nos professores são acompanhadas pela destruição de 22 mil postos de trabalho nas escolas. Segundo divulgou o Instituto Nacional de Estatística (INE), a população activa ligada ao ensino era de 384 800 funcionários no primeiro trimestre de 2011, tendo caído para 362 mil no primeiro trimestre deste ano.
Por dia, há 16 profissionais da educação que ficam desempregados. As estruturas sindicais dizem que o desemprego atinge "proporções alarmantes".
Biologia e Geologia 520
Espaço dedicado a todos os professores que leccionam no Grupo 520 - Ensino de Biologia e Geologia
segunda-feira, 28 de maio de 2012
domingo, 27 de maio de 2012
sábado, 26 de maio de 2012
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Precisa-se de Professores / Explicadores de Biologia e Geologia para a Grande Lisboa
A APRENDE MAIS RECRUTA PROFESSORES/EXPLICADORES (M/F) PARA EFECTUAR APOIO PEDAGÓGICO AO DOMICÍLIO, EM REGIME INDEPENDENTE DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS.
Áreas de Ensino:
- Biologia e Geologia (Preparação para o exame nacional)
Zonas:
- Amadora
- Cascais
- Lisboa
- Loures
- Odivelas
- Oeiras
- Sintra
Perfil dos Candidatos:
- Formação Superior
- Experiência na preparação de alunos para o exame nacional
- Disponibilidade horária;
- Conhecimento dos programas curriculares;
- Sentido de responsabilidade;
- Capacidade de comunicação e motivação dos alunos;
- Disponibilidade para acompanhar os alunos até final do ano lectivo;
Os horários e locais das explicações são da sua conveniência sendo compatíveis com a sua profissão.
Envie o seu curriculum vitae com fotografia acompanhado de carta de apresentação e cópia do certificado de habilitações para
recrutamento@aprendemais.pt
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Professor de Biologia (Braga)
Precisa-se de professor de biologia para explicações.
Os interessados devem de contactar 968136732 para entrevista.
Os interessados devem de contactar 968136732 para entrevista.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Turmas para adultos com quase 60 alunos
As turmas do ensino recorrente nocturno – que estava quase moribundo mas foi agora recuperado pelo Governo para a formação de adultos – podem ter quase 60 alunos já no próximo ano lectivo.
As regras, fixadas no Despacho nº 5106-A, estipulam um número mínimo de 30 alunos para abertura de uma turma. Ou seja, uma escola com 59 alunos inscritos só pode abrir uma turma. E se houver desistências e a turma baixar dos 25, é extinta e agregada com outra.
"Entendo que se queira optimizar recursos, mas assim não", lamenta Sérgio Rodrigues, da Associação Nacional de Profissionais de Educação e Formação de Adultos (ANPEFA).
O Governo está também a mexer no ensino profissional, anunciando esta semana o novo modelo. Em reuniões com directores de escolas pelo País foi já anunciada a nova lista de cursos prioritários. Informática e comércio desaparecem, enquanto cursos de pesca, caça e agricultura ganham relevância.
"Não tenho nada contra estas áreas, mas parece-me no mínimo estranho. E este Governo acha que somos muito avançados em termos informáticos e não precisamos de formação", critica Sérgio Rodrigues.
Adalmiro Fonseca, da Associação de Directores de Escolas (Andaep), também é muito crítico: "A reforma do ensino profissional foi toda feita em Lisboa por ilustres da 5 de Outubro. Não se pode fazer uma lista igual para o País. Não posso pôr cursos de pesca em Trás-os-Montes nem agricultura em Lisboa".
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Primeira fase de agregações de escolas cria 115 novas unidades
O Ministério da Educação e Ciência divulgou, esta sexta-feira, a lista das 115 novas unidades orgânicas que vão resultar do processo de agregação entre secundárias e agrupamentos de escolas que o governo pretende implementar no próximo ano letivo. Ministério diz que lista resulta de "amplo consenso"
De acordo com um comunicado do gabinete do ministro Nuno Crato, a lista agora divulgada trata-se de uma primeira fase e resulta de um "amplo consenso" em que "a maioria dos intervenientes manifestou o seu acordo". "Muito em breve", a tutela pretende apresentar uma segunda fase de modo a assegurar uma preparação "atempada e tranquila" do ano letivo 2012 e 2013.
"Apesar de largamente concluído no essencial, o diálogo com as autarquias, escolas e agrupamentos continua a ser desenvolvido em alguns concelhos e propostas de agregação. Entre estas encontram-se algumas propostas dos intervenientes que ainda não foram consensualizadas", lê-se no comunicado, onde o ministério diz estar a analisar em detalhe as propostas apresentadas ou a aguardar pareceres dos diferentes intervenientes.
O governo pretende que o processo de reorganização da rede escolar esteja concluído antes do início do ano letivo de 2013/2014. O ministério justifica estas agregações com o reforço do projeto educativo e da qualidade educativa das escolas, mas o processo tem também motivações económicas. O Orçamento de Estado para 2012 prevê uma poupança de 54 milhões de euros com o reordenamento da rede escolar.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
terça-feira, 15 de maio de 2012
Governo ordena despedimentos
Cartas a ordenar o encerramento de dezenas de Centros Novas Oportunidades (CNO) chegaram nas últimas semanas às escolas onde estes funcionam, com a indicação expressa de demitir os técnicos até ao passado dia 11. Mas o processo pode estar ferido de legalidade: muitos directores de escolas já contestaram e os técnicos prometem recorrer à Justiça. Nas cartas enviadas pela Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP), entidade que gere o programa Novas Oportunidades, são dadas indicações aos directores para proceder a "despedimento colectivo" ou alegar "extinção do posto de trabalho".
Só que os técnicos alegam que estão abrangidos pelo Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas, que não prevê estas situações. "O despedimento por extinção do posto de trabalho não está previsto na lei e o despedimento colectivo obriga a uma série de condições que não se verificam nestes casos", disse Catarina Ribeiro, técnica no CNO da Escola Secundária Oliveira do Douro, em Vila Nova de Gaia, onde outros três técnicos também ficaram sem emprego.
Catarina e os colegas tinham contrato a termo até 2013 e já constituíram advogados: "Vamos ter de colocar a escola em tribunal e temos direito a receber compensação por caducidade de contrato. Há centenas de casos como o nosso". Esta compensação é de um mês de pagamento por ano de trabalho.
Os directores também contestam as missivas da ANQEP. "Querem que sejam as escolas a solicitar à ANQEP o encerramento dos centros. Só posso pedir o fecho alegando falta de verbas, que é o verdadeiro motivo", diz Adalmiro Fonseca, director da ES Oliveira do Douro. A ANQEP afirma que, "dada a especificidade de alguns contratos, esta é uma questão jurídica que a ANQEP irá analisar caso a caso". O Governo já tinha encerrado em Janeiro 129 Centros Novas Oportunidades, tendo mantido em funcionamento 301. Na altura, a ANQEP anunciou que estes ficariam a funcionar até Agosto, mas decidiu agora encerrar mais um lote. O tentou saber quantos, mas a tutela não respondeu. No site oficial da ANQEP, é referido que estão hoje em funcionamento 424 centros onde trabalham 7572 técnicos. Lançado em 2007 por Sócrates, o programa teve, até hoje, 1,4 milhões de inscritos.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
sábado, 5 de maio de 2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
Salas sem espaço para 30 alunos
Há salas de aula em escolas requalificadas pela Parque Escolar que não estão preparadas para receber turmas de 30 alunos, conforme decisão do Ministério da Educação e Ciência. O problema é ainda maior nas escolas mais antigas e que não sofreram obras de melhoramento. A Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) está preocupada com a decisão do ministro Nuno Crato e espera bom senso da administração.
"Muitas escolas, até aquelas que foram intervencionadas pela Parque Escolar, não estão preparadas para receber 30 alunos por turma", denuncia ao Manuel António Pereira, presidente da ANDE, mostrando-se esperançado no bom senso do ministério: "Estamos à espera que as escolas possam ter autonomia para a constituição das turmas. Se 30 alunos por turma for uma imposição, então há escolas que não vão conseguir."
Para Luís Lobo, do Sindicato dos Professores da Região Centro, o aumento do número de alunos por turma terá consequências graves na qualidade de ensino, tendo em conta que as salas não estão dimensionadas para os 30 alunos. "Há escolas que não estão preparadas.
Mesmo as da Parque Escolar. Isto vai fazer com que o espaço de trabalho seja inferior e a qualidade no ensino diminua", garantiu ao Luís Lobo, dando o exemplo dos "professores que optam por dispor os alunos em U para maior proximidade".
António Veiga, director da Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, intervencionada pela Parque Escolar, lamenta a decisão do ministério e reconhece o problema logístico: "Com as obras da Parque Escolar perdemos espaço nas salas. Se for mesmo obrigatório, teremos de o fazer, mas vai ser complicado, até pela qualidade de ensino."
Albino Almeida, da Confederação Nacional das Associações de Pais, já se mostrou contra a medida e duvida "que possa ser aplicada em muitas escolas".
sábado, 21 de abril de 2012
Fenprof alerta municípios para perigos dos mega-agrupamentos
A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) lançou hoje um abaixo-assinado por mais investimento na educação e decidiu enviar uma carta aos presidentes das assembleias municipais para os alertar para a constituição dos chamados mega agrupamentos escolares.
As assinaturas para o abaixo-assinado/petição contra os cortes orçamentais no sector vão ser recolhidas em reuniões a realizar nas escolas e através da Internet, para serem entregues, em Maio, ao Presidente da República, Cavaco Silva, à presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, ao primeiro-ministro, Passos Coelho, e ao ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato.
“A educação está a ser vítima de fortes cortes orçamentais que, só nos últimos dois anos, totalizaram 2300 milhões de euros”, lê-se no documento, em que se frisa também que o investimento português em educação passou a valer apenas 3,8% do Produto Interno Bruto, “o valor mais baixo da União Europeia”.
Aos presidentes de todas as assembleias municipais, é enviada uma missiva em que a Fenprof dá conta das suas preocupações sobre o processo de agregação de escolas.
Para a federação, está em causa a desumanização das escolas, afastando-se a gestão das famílias e de toda a comunidade educativa e provocando o aumento do desemprego entre professores e outros funcionários.
Segundo a Fenprof, a medida irá também afectar a actividade económica de vários concelhos do país.
Por estes motivos, a federação pede às assembleias municipais que agendem esta discussão.
“São conhecidas as preocupações de diversos órgãos de gestão das escolas e executivos municipais que, no entanto, não estão a ser atendidas ou estão a ser desvalorizadas”, lê-se no documento.
O secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, Casanova de Almeida, afirmou ontem que a reorganização da rede escolar vai estar concluída em Maio, para dar tempo às escolas de se organizarem para o próximo ano lectivo.
terça-feira, 17 de abril de 2012
domingo, 15 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Calendário dos concursos 2012/2013
Contratação
- 16 de abril (início de candidatura)
- julho (manifestação de preferências)
Condições específicas
- maio de acordo com despacho a publicar oportunamente
Mobilidade interna
- junho (em princípio de acordo com a nova legislação que entretanto deverá ter sido publicada)
Reserva de recrutamento
- setembro
Oferta de escola
- setembro
- Concurso para contratados abrirá 2ª feira dia 16 de abril. Em princípio o aviso de abertura será publicado na 6ª feira 13 de abril.
- As regras do mesmo ainda serão as anteriores (constantes do DL 20/2006 com a redação do DL 51/2009).
- A avaliação (por ter sido revogado o Decreto Regulamentar 2/2010), excecionalmente, este ano, não fará parte da graduação dos concursos.
- Podem-se repetir escolas e tipos de horários (concorrer para anuais e repetir para anuais e temporários).
- Em julho será a 2ª parte (manifestação de preferências) do concurso de Contratação Inicial (finalmente ficamos livres de concursos em Agosto).
- Serão publicadas de listas das colocações em Reserva de Recrutamento.
- Serão obrigatoriamente publicitados os itens a considerar dentro de cada critério de seleção dos candidatos à oferta de escola (entrevista ou avaliação curricular). É obrigatória a publicitação de listas graduadas dos candidatos.
- Mobilidade DCE's - (com cuidada verificação de toda a documentação enviada, este DCE decorrerá do artº 68º do ECD e de despacho a publicar, que manterá as condições atualmente previstas na legislação em vigor).
- Mobilidade interna (atual DACL) - será pedida uma previsão às escolas do número de possíveis candidatos a DACL (por excesso). Em agosto esta previsão pode ser alterada sendo apenas permitida a retirada de candidatos e não o seu acréscimo. Assim estes professores podem optar em ser só candidatos a DACL (1ª prioridade) ou DACL e mobilidade interna (atual DAR).
- Mobilidade interna (atual DAR) – será permitida este ano, mesmo tendo já sido colocados em DAR em 2009/2010.
sábado, 7 de abril de 2012
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Professores dos quadros em risco
«O Ministério da Educação e Ciência (MEC) não sabe o que fazer aos professores do quadro que ficarão sem horário graças à revisão curricular». É esta a certeza com que saiu do encontro com o MEC José Alberto Rodrigues, da Associação de Professores de Educação Visual e Tecnológica (APEVT) – uma das áreas curriculares que mais horas vão perder com o novo currículo.
«O Ministério quer ideias para o que fazer com estes docentes», acrescenta José Alberto Rodrigues, que estima que três mil professores de EVT dos quadros deixarão de ter turmas para leccionar, com o fim do par pedagógico (aulas dadas por dois professores) e a passagem de Educação Tecnológica (ET) – que até aqui era obrigatória no 3.º Ciclo – a oferta de escola opcional.
Esta mudança vai, aliás, ter consequências na disciplina de Educação Musical no 3.º Ciclo. «Com a passagem a oferta de escola de ET, é natural que as escolas deixem cair a oferta de Música neste ciclo», comenta Manuela Encarnação da Associação de Professores de Educação Musical (APEM).
Esta associação não tem números sobre quantos docentes dos quadros podem ficar sem horários graças a estas mudanças, mas as contas da Federação Nacional de Professores (Fenprof) apontam para um valor global de cerca de dez mil professores – de várias áreas – que deixam de ter o que fazer nas escolas.
«É trágico para muitos professores que vão perder o emprego», afirma Manuela Encarnação, enquanto José Alberto Rodrigues conta que no Facebook da APEVT se têm acumulado relatos de «indignação e desânimo» de docentes que não sabem o que o futuro lhes reserva.
O gabinete do ministro Nuno Crato não avança números de professores que podem ficar sem horários, explicando que «qualquer estimativa só poderá ser feita após a constituição de turmas pelos estabelecimentos de ensino». E também não revela qual a poupança que pode ser alcançada com estas medidas, apesar de ter sido traçado o objectivo orçamental de cortar cerca de 100 milhões de euros em custos com pessoal.
A mesma fonte sublinha que «a revisão da estrutura curricular não põe em causa os lugares dos docentes do quadro» e adianta que, «quanto aos restantes, estão a ser equacionadas alternativas».
Uma das ideias que saiu da reunião, esta quarta-feira, entre a APEVT e o secretário de Estado do Ensino, João Casanova, passa por pôr docentes das áreas de Expressão (como EVT e Música) a dar apoio a actividades do 1.º Ciclo.
José Alberto Rodrigues diz, porém, que «não é claro em que moldes vão operacionalizar» esta ideia e que não está sequer definida «uma grelha específica com horas a atribuir».
Estudo na componente não lectiva
Certo é que o anunciado Apoio ao Estudo – que será opcional para os alunos – não dará mais horas de aulas aos docentes do quadro, uma vez que, como avançou fonte oficial do MEC, este «deverá ser integrado na componente não lectiva de trabalho dos professores».
Professores vão fazer exame de ingresso na carreira já este ano
Os professores com menos tempo de serviço vão realizar este ano civil uma prova de avaliação que terá influência no concurso de colocação, com vista a seleccionar os melhores docentes, afirmou hoje o ministro da Educação.
Nuno Crato respondia a perguntas dos jornalistas no final de um almoço do American Club, em Lisboa, em que falou das medidas que o Governo português tem estado a desenvolver na área da Educação.
Os moldes em que a prova vai ser aplicada estão ainda a ser discutidos pela equipa de Nuno Crato, que admite, no entanto, dispensar daquele exame «professores com um determinado tempo de serviço», tal como chegou a ser equacionado pela tutela de Maria de Lurdes Rodrigues.
Durante o discurso que proferiu perante a plateia de convidados, o ministro sublinhou que a peça principal do ensino são os professores e que estes só podem ensinar bem se dominarem o conhecimento das matérias que têm de transmitir.
De acordo com Nuno Crato, não basta aumentar a escolaridade obrigatória e pôr mais dinheiro na educação para melhorar a qualidade do ensino.
Aos jornalistas, Crato afirmou que estão a ser introduzidas algumas mudanças em relação ao «recrutamento e à formação inicial de professores.
«Queremos dar, na formação inicial de professores, mais peso aos conteúdos. Ninguém pode ensinar muito bem se não dominar aquilo que vai ensinar. E estamos a introduzir uma prova de acesso à carreira docente, que, aliás, está na lei, mas que vai este ano ser implementada», indicou.
Os professores do quadro não terão de se submeter a esta avaliação, mas «para entrar na profissão, em termos definitivos, vai haver uma prova de acesso», garantiu o ministro.
Nuno Crato referiu também a autonomia que progressivamente está a ser dada às escolas e manifestou o desejo de a ver reforçada.
«Estamos a reforçar os contratos de autonomia, têm sido experiências muito positivas», disse, acrescentando que, havendo ainda concursos nacionais, a equipa que dirige gostaria também que «houvesse uma maior autonomia das escolas na contratação de professores».
São questões que, segundo o ministro, têm de «ser resolvidas a pouco e pouco».
Aos participantes no evento, Nuno Crato disse que o Governo está empenhado em reforçar os conhecimentos dos alunos nas matérias essenciais e seleccionar os melhores professores para melhorar a qualidade do ensino.
«A peça essencial que garante a qualidade do ensino chama-se professor.
Sem bons professores é muito difícil ter sucesso no sistema de ensino», afirmou, destacando: «Estamos a dar uma grande atenção à formação inicial de professores, avaliação e selecção. Queremos que os professores que vão ensinar sejam aqueles mais bem preparados».
Educação sofre o maior corte desde o 25 de Abril
O desemprego que já disparou 120% vai marcar o ano dos professores.
O actual ministro da Educação, Nuno Crato, herdou uma pasta que vai sofrer o maior corte de verbas desde o 25 de Abril. Além de ter que cumprir com a meta de 380 milhões de euros de poupança na Educação, imposta pela ‘troika', Nuno Crato vai ter de gerir a Educação e a Ciência portuguesa com menos 600 milhões de euros na fatia orçamental para 2012, cerca de 0,4% do PIB nacional.
Um valor que representa um corte de 8% na diminuição da despesa do Estado neste sector, estimada em 7.800 milhões de euros.
Mas nem por isso, o ministro deixa de seguir a máxima: "Fazer mais com menos" e adivinha-se um ano difícil para os professores que vão ter em Setembro um novo modelo de avaliação de desempenho, uma nova revisão de estrutura curricular, com exames nacionais no final de cada ciclo de ensino (4º, 6º e 9º anos) e menos 297 escolas.
Exigências da ‘troika' que já estão em marcha e que vão ter impacto no sector, mas será o número de docentes que ficarão no desemprego a pior previsão da classe. Segundo os números do último relatório do IEFP, o desemprego entre os professores mais do que duplicou, (um aumento de 120%), no ano passado e o ensino foi o sector que mais cresceu no número de inscritos nos centros de emprego. Indicador que comprova o que OE/12 diz: vão ser tomadas medidas conducentes a um "impacto significativo" na redução de recursos humanos da Educação já que a maior fatia de despesas da tutela diz respeito a custos com pessoal, que atinge um valor consolidado de 5.087 milhões de euros (62% da estrutura de despesas).
Uma redução que, segundo a Fenprof, pode conduzir ao desemprego cerca de 20 mil docentes contratados e a passagem à mobilidade de mais dez mil docentes, em Setembro.
"A instabilidade da situação profissional dos professores contratados, que serão os primeiros sacrificados pelos cortes no sector, é o ponto mais negativo do último ano", disse, ao Diário Económico, o professor Paulo Guinote. Além do quadro de desemprego que se desenha entre os professores, Guinote aponta também "a continuação da concentração escolar em agrupamentos cada vez maiores e, a breve prazo, perfeitamente ingovernáveis com uma qualidade de ensino mínima" como sendo outra das medidas mais negativas.
Na área do Ensino Superior, o cenário que se desenhou neste primeiro ano da execução do programa de assistência financeira não é melhor. Além dos cortes de salários e de subsídios, as instituições viram o seu orçamento encolher 8,5% (cerca de 95 milhões de euros) e perderam "a autonomia com a Lei dos Compromissos e do Enquadramento Orçamental que resultam numa perda da capacidade de reorçamentação", aponta o reitor da Universidade Técnica de Lisboa, António Cruz Serra.
sexta-feira, 30 de março de 2012
Uma Escola onde se respira Ciência
Cinco professores da Escola Básica e Secundária de Maceira, em Leiria, criam atividades, marcam saídas de campo, convidam especialistas para palestras. Tudo para mostrar que a ciência é uma área que vale a pena descobrir e explorar.
Saem dos portões da escola e partem em saídas de campo com temas selecionados na área da Biologia e Geologia. Veem filmes de divulgação científica, escrevem artigos para o jornal da escola e assistem a palestras com figuras de renome nacional. Entram em laboratórios para experimentar e compreender o que a mãe natureza é capaz de fazer, participam nas Olimpíadas do Ambiente e da Biologia e expõem trabalhos para mostrar à comunidade educativa que a ciência é poderosa e sabe o que faz. Têm observações astronómicas entre aulas e participam em vários projetos, no Escola Eletrão, Geração Despositrão e Gincana Rock in Rio.
Na Escola Básica e Secundária de Maceira, em Leiria, há um clube em que se respira ciência com todo o gosto e dedicação.
O clube "Respirar Ciência" tem pouco mais de ano e meio de vida, várias atividades no percurso, e está aberto a todos os alunos do Agrupamento de Escolas de Maceira, do 1.º Ciclo ao Secundário. As iniciativas são planeadas e dinamizadas para abraçar todos os níveis de ensino e de uma forma adequada a cada faixa etária e respetivas competências desenvolvidas. O "Respirar Ciência" viu a luz do dia no início do ano letivo 2010/2011. Três professores da escola juntaram-se para motivar os estudantes para o gosto pelas ciências.
Os docentes Andreia Medina de Ciências Naturais/Biologia e Geologia, Paulo Valentim de Ciências Naturais/Biologia e Geologia, e Ana Pinheiro de Ciências Físico-Químicas, deram o primeiro passo. Depois desse, seguiram-se muitos outros e a caminhada prossegue.
"Os professores dinamizadores tiveram a necessidade de mostrar aos alunos como se faz ciência em Portugal e como se pode trazer para a escola a ciência" , explica o professor Paulo Valentim. O núcleo duro alargou entretanto com a chegada dos professores Sérgio Fernandes de Ciências Naturais/Biologia e Geologia, Ana Fernandes de Ciências Naturais/Biologia, e Fátima Dinis de Ciências Físico-Químicas.
O clube é exigente, os alunos curiosos, e os dinamizadores tentam esticar o tempo para preparar aulas e manter ativo o clube que investe na promoção da literacia científica.
São muitos os objetivos dos cinco professores. O clube "Respirar Ciência" existe para alimentar a motivação, a autonomia, a curiosidade, a criatividade, bem como a abertura de espírito e reflexão crítica perante os desafios escolares. Educar para o empreendedorismo, educar para a preservação ambiental e valorização do património cultural também estão nos planos do clube que espicaça o trabalho em equipa.
Desta forma, os aderentes assimilam segredos e conceitos de vários braços da ciência, apreendem a importância desses saberes no dia a dia e refletem sobre como se movimentam e articulam ciência, tecnologia e sociedade.
As atividades e projetos são apoiados pela direção da escola. Os pais e encarregados de educação não ficam de fora e várias instituições públicas e privadas também dão uma mãozinha. "Uma particularidade do nosso agrupamento de escolas é efetivamente a ligação extremamente positiva que é estabelecida com os vários parceiros locais, nomeadamente a Junta de Freguesia de Maceira e a Secil de Maceira".
Paulo Valentim garante que os professores que dinamizam o espaço estão sempre recetivos a novos projetos que fomentem o gosto por uma constante atualização de conhecimentos. "No entanto, como humanos que somos, já não temos muita resistência física e emocional para mais. Todos os projetos e atividades em que nos envolvemos requerem, da parte dos professores e alunos, uma grande disponibilidade e dedicação", refere. Até porque, acrescenta, "são muitas horas de trabalho para além daquelas que nós já temos inerentes à preparação e lecionação das aulas - que são a nossa principal função - e da qual não abdicamos".
Seja como for, o "Respirar Ciência" não perde o fôlego e continua atento às iniciativas de âmbito nacional que possam envolver toda a comunidade educativa. O contacto com investigadores e cientistas portugueses também tem espaço na agenda. Para Paulo Valentim, a ciência é um excelente pretexto para juntar alunos e professores e, por isso, na sua opinião, merecia mais atenção por parte dos responsáveis educativos e governativos. "O investimento no desenvolvimento científico e tecnológico é o motor de qualquer sociedade e economia.
Nesse sentido, será fundamental incutir nos nossos jovens o gosto pela ciência, promovendo desde cedo uma cultura científica, que poderá passar pela demonstração das suas potencialidades, bem como por um reforço significativo na lecionação de conteúdos nesta área, nomeadamente a nível prático, experimental". Na sua perspetiva, já se deram alguns passos nesse sentido, mas há muito mais para fazer.
terça-feira, 27 de março de 2012
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